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Presidenta da ABA participa de agenda nacional em celebração aos 20 anos do Dia Nacional dos Povos Ciganos

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Imagem cedida pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR)

Em alusão aos 20 anos do Dia Nacional dos Povos Ciganos, celebrado em 24 de maio, a presidenta da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Luciana de Oliveira Dias, cumpriu uma agenda institucional voltada à valorização das comunidades ciganas e à ampliação da visibilidade do Maio Cigano. As atividades tiveram a intenção de contribuir para o fortalecimento do reconhecimento dos povos ciganos no Brasil, promovendo maior conhecimento sobre suas histórias, culturas e modos de vida, além do enfrentamento de preconceitos historicamente vivenciados por essas populações.

Entre os dias 21 e 25 de maio, Luciana Dias participou do Festival Janinhar, realizado na cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba, onde está localizada a maior comunidade cigana da América Latina. O nome do festival tem origem na língua Calon, na qual a palavra “janinhar” significa “saberes” ou “conhecimentos” ciganos. Em sua edição de 2026, o Festival Janinhar potencializou a celebração da ancestralidade, da resistência e das diversas expressões artísticas e culturais dos povos ciganos. A programação reuniu apresentações e atividades relacionadas à dança, música, poesia, cordel, culinária, artesanato e outros artefatos representativos das culturas ciganas, reafirmando a riqueza e a diversidade desses patrimônios culturais.

No mesmo período, a presidenta da ABA coordenou uma equipe da Universidade Federal de Goiás (UFG) que atuou em parceria com Ministério da Igualdade Racial (MIR), com uma equipe composta por servidores do MIR e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na realização da Oficina de Cocriação dos Cadernos Primeira Infância Antirracista (Cadernos PIA) Cigana. O encontro para a realização da oficina reuniu lideranças ciganas, famílias ciganas, docentes, pesquisadoras ciganas e crianças ciganas em um espaço de escuta, diálogo e construção coletiva. O encontro promoveu trocas de experiências e reflexões sobre identidade, memória, pertencimento e valorização das vivências ciganas. Os registros produzidos durante as atividades co-construção servirão de subsídio para a co-criação dos Cadernos PIA Cigana.

Os cadernos fazem parte da Estratégia Primeira Infância Antirracista (PIA), integrando ações do Comitê Gestor instituído pela Portaria Interministerial nº 7, de 10 de junho de 2025, instância de governança colegiada, composta por Ministério da Igualdade Racial (MIR), Ministério da Saúde (MS), Ministério da Educação (MEC), Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e Unicef.

A agenda institucional da presidenta da ABA foi concluída em Brasília, no dia 26 de maio, quando participou por meio da parceria institucional entre MIR e UFG, das celebrações pelos 20 anos do Dia Nacional dos Povos Ciganos. O evento destacou, em suas diversas atividades — entre elas uma audiência pública na Câmara dos Deputados, promovida pela Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial —, duas décadas de construção, implementação e fortalecimento de políticas públicas voltadas aos povos ciganos no Brasil.

Participaram das comemorações lideranças ciganas de diferentes etnias, gestores públicos, representantes da sociedade civil e de associações científicas, em uma celebração marcada pela valorização das identidades ciganas, pela promoção de suas expressões culturais e pelo fortalecimento do diálogo entre sociedade civil, comunidade científica e poder público. Durante o encontro, a ministra da Igualdade Racial, também antropóloga, Rachel Barros, destacou o cuidado dedicado do Governo do Brasil com a pauta, ressaltando o desenvolvimento de medidas intersetoriais destinadas à garantia dos direitos dos povos ciganos.

Foram dias de escuta atenta, diálogo horizontalizado, aprendizados múltiplos, responsabilização compartilhada e construção coletiva de ações que possam levar ao fortalecimento das políticas públicas direcionadas aos povos ciganos. Este Maio Cigano possibilitou dar passos importantes em direção ao reconhecimento, valorização e reparação histórica aos Povos Ciganos.

Veja aqui a galeria de fotos:

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Duas mulheres negras — a antropóloga e a socióloga —, Luciana de Oliveira Dias, presidenta da ABA, e Rachel Barros, ministra da Igualdade Racial, durante as comemorações do Dia Nacional dos Povos Ciganos.
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