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Informativos 2012 (30)
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| Informativo 18/2012 | 20/07/2012 | |
| 28ª Reunião Brasileira de Antropologia | |
| 28ª RBA | |
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Trazemos aqui um breve balanço da 28ª Reunião Brasileira de Antropologia, bem como as principais decisões tomadas nas duas Assembléias Gerais realizadas durante o evento. Convidamos ainda a colega e o colega a ler a íntegra do discurso de abertura da presidente Bela Feldman-Bianco, disponível em nosso site (http://www.abant.org.br/news/show/id/249). |
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| Breve balanço - Perfil da Reunião | |
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A 28ª RBA foi um evento de grandes proporções, sendo a primeira planejada para acessibilidade das pessoas com deficiência. O sistema recebeu, desde sua abertura, 4.819 cadastros. Destes, 2.524 participaram efetivamente da Reunião, que contou com a apresentação de mais de 1.300 trabalhos, distribuídos em 69 GTs, 36 mesas-redondas, 16 simpósios, 13 fóruns, 4 fóruns especiais, 6 mostras de vídeo, além de conferências, atividades artísticas, performances, homenagens, mini-cursos, conversas com o autor, 5 pré-eventos, um pós-evento e, novidade deste ano, uma ABA-Jovem com 8 atividades. O perfil dos participantes revela uma RBA predominantemente jovem e feminina.
Estudantes de graduação e pós-graduação formaram mais da metade do total de participantes, sendo a presença de graduandos um pouco maior que a de pós-graduandos, o que indica a importância de atividades como a ABA-Jovem, voltada para este público em formação.
Quanto à origem regional, quase metade dos participantes é do sudeste, o que provavelmente reflete o fato de o evento ter sido realizado em São Paulo. Deve-se destacar, contudo, a distribuição relativamente equilibrada da outra metade de participantes pelas demais regiões brasileiras.
Tivemos ainda mais de cem participantes estrangeiros, o que revela a capacidade da antropologia brasileira de construir interlocução internacional, principalmente com colegas de Argentina (45), Portugal (17), México (10), França (9) e Estados Unidos (8). Uma análise das temáticas propostas nos nn_groups de trabalho e mesas redondas sugere que as áreas de estudo que mais atraíram nossa comunidade científica nos nn_groups de trabalho compreendem antropologia urbana e da religião; etnologia indígena, antropologia do corpo e saúde, família, parentesco e ciclo de vida, gênero e sexualidade, antropologia do trabalho, teoria antropológica, antropologia visual, antropologia política e patrimônio cultural e memória, como segue o gráfico abaixo:
Em média, cada GT recebeu 37 propostas de trabalho. Algumas áreas, contudo, apresentam uma grande demanda represada, como antropologia do direito, que recebeu 81 propostas por GT. Outras áreas em situação semelhantes são: antropologia do trabalho (63 propostas por GT), antropologia urbana (60 por GT) e gênero e sexualidade (50 por GT).
Comparativamente, nos fóruns, simpósios especiais e mini-cursos, que são atividades propostas pela diretoria, por membros do conselho diretor, comissões e comitês, parece emergir, não por acaso, um interesse maior por temáticas ligadas ao desenvolvimento, às políticas públicas, ao meio ambiente, à antropologia que está sendo feita fora da academia, à ética na pesquisa. Como nota Bela Feldman-Bianco, em seu discurso de abertura (http://www.abant.org.br/news/show/id/249), tais temas “indicam o desafio de se justapor conhecimento científico e ação social especialmente no que tange à nossa contribuição para políticas públicas”. |
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| Premiações | |
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A RBA foi também momento de reconhecimento ao trabalho de colegas de todos os níveis. Receberam a Medalha Roquette Pinto de Contribuição à Antropologia no Brasil, a professora Alba Zaluar, a professora Carmen Junqueira e o professor Peter Fry. A VI Edição do Prêmio Pierre Verger de Ensaios Fotográficos, premiou: 1º Lugar: Cacimba, de Milena Argenta, que recebeu da Aliança Francesa o curso regular como premiação. 2º Lugar: Ritual da Menina-moça Tenetehara-Tembé: identidade, saúde e defesa do território na ação local, Wanderlucia da Silva Ponte e co-autoria de Maria José da Silva Aquino, que recebeu do Consulado da França uma coleção de livros de Antropologia e da Aliança Francesa o curso livre como premiação. Menções honrosas: A IX Edição do Prêmio Pierre Verger de Vídeos Etnográficos teve o seguinte resultado: 1º Lugar: Os Seres da Mata, de Rafael Devos, que recebeu do Consulado da França passagens de ida e volta para Paris como premiação. 2º Lugar: Eu tenho a Palavra, de Lilian Solá Santiago, que recebeu da Aliança Francesa o curso regular como premiação. Menção honrosa: Teko Rexai, saúde Guarani Mbya, de Nadja Marin e Adriana Calabi Os ensaios premiados ficarão ainda em exibição da Galeria da Aliança Francesa, em São Paulo. O Prêmio Lévi-Strauss, modalidade A – pôster teve, nesta 4ª edição, um número recorde de participantes. Dos 205 trabalhos inscritos, 143 estavam conforme as normas do edital, 21 foram finalistas e subiram ao palco do TUCA para receber o reconhecimento de todos. Destes, 10 foram os premiados com diplomas e publicações na área da Antropologia: 1º Lugar: Felipe Magalhães Lins Alves / Orientadora: Patrícia Birman (UERJ) Aline Maciel de Carvalho / Orientadora: Maristela de Paula Andrade (UFMA) Maria José Villares Barral Villas Boas / Orientadora: Fátima Tavares (UFBA) 2º Lugar: Lucía Copelotti Guedes / Orientador: Carlos Alberto Steil (UFRGS) Krislane Andrade Matias / Orientador: Daniel Simião (UnB) 3º Lugar: Willame Fonseca dos Santos; Raoni Lourenço Arraes e Jorge Lucas Gonçalves de Souza das Neves / Orientadora: Eneida Corrêa de Assis (UFPA) Felipe Guimarães Lamim / Orientadora: Naara Luna (UFRRJ) Menções honrosas: Simone Mestre / Orientador: Ninno Amorim (UNIR) Olavo de Souza Pinto Filho / Orientador: José Jorge de Carvalho (UnB) William Luiz da Conceição / Orientadora: Ilka Boaventura Leite (UFSC) O Prêmio Lévi-Strauss modalidade B – artigo científico de recém graduado, que teve como premiação a publicação dos artigos vencedores no site da ABA, resultou no seguinte: 1º Lugar: 2º Lugar: Menção honrosa: |
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| Deliberações da Assembléia Geral Extraordinária | |
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A Assembléia Geral Extraordinária aprovou a criação de uma nova categoria de associado (Associado Colaborador), destinada a acolher profissionais com pós-graduação em áreas afins da antropologia, a critério do Conselho Diretor. A medida responde a uma crescente demanda de colegas que buscam ampliar a interlocução com a antropologia em campos interdisciplinares e na relação com políticas públicas, e que não encontravam espaço para integrar-se à ABA. A categoria de associado efetivo continua restrita a profissionais com pós-graduação stricto sensu em antropologia ou produção expressiva na área. |
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| Moções | |
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Durante a Assembléia Geral Ordinária, sete moções foram apresentadas e aprovadas por unanimidade. A íntegra dos textos está disponível em nosso site. Veja aqui do que se tratam: |
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| Eleições | |
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As eleições para a diretoria da ABA registraram 243 votos. A apuração confirmou a vitória da chapa “Diálogos Antropológicos: expandindo fronteiras”, composta por: Carmen Rial (UFSC) – Presidente, Ellen Woortmann (UnB) - Vice-Presidente, Renato Athias (UFPE) – Secretário Geral, Manuel Ferreira Lima Filho (UFG) - Secretário Adjunto, Maria Amélia S. Dickie (UFSC) – Tesoureira Geral, Andrea Lobo (UNB) - Tesoureira Adjunta, Antonio Carlos de Souza Lima (MN/UFRJ) – Diretor, Marcia Calderipe Farias (UFAM) – Diretora, Heloisa Buarque de Almeida (USP) – Diretora, e Carlos Steil (UFRGS) – Diretor. A chapa recebeu 226 votos e registraram-se 17 votos em branco. |
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| Lançamentos da ABA na RBA (http://www.abant.org.br/?code=5.0) | |
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PREIRA, Edmundo Marcelo Mendes (2012), Um povo sábio, um povo aconselhado. Ritual e política entre os Uitoto-murui. Brasília: Paralelo 15 Para informações sobre os lançamentos, por favor, entrar em contato com a secretaria administrativa da ABA através do e-mail aba@abant.org.br ou telefone 61 3307-3754. |
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Associação Brasileira de Antropologia Presidente Bela Feldman-Bianco (Unicamp) Diretores Informativo ABA Universidade de Brasília Para correspondência: |
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