Confira aqui o Edital 2026 para as eleições de Diretoria, Conselho Científico e Conselho Fiscal da ABA.
Inscrições de 10 a 16 de junho de 2026, através do e-mail aba@abant.org.br.

35ª Reunião Brasileira de Antropologia!
ANTIRRACISMO E PLURIDIVERSIDADE
"no meio do caminho, deslizantes águas"
Site da 35ª Reunião Brasileira de Antropologia (RBA): https://35rba.abant.org.br/.
Confira os próximos prazos de inscrição:
Envio dos trabalhos completos (data final para compor os anais): até 30 de junho de 2026.
Participe da 35ª RBA e colabore conosco para que seja um brilhante congresso, com trocas de saberes e comunicações de fazeres antropológicos. Contamos com a sua presença!
O site do Prêmio Pierre Verger 2026 já está no ar! Em nossa edição comemorativa de 30 anos, em diálogo com a 35a RBA, trazemos uma proposta visual que flui do rio à raiz. A costura entre linhas, radículas e cores vibrantes expressa a força e a irradiação do filme, da fotografia e do desenho no fazer antropológico ao longo dessas três décadas.
Acesse e acompanhe todas as informações programação, mostras e atividades do prêmio: https://premiopierreverger.com/2026/

Imagem cedida pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR)
Em alusão aos 20 anos do Dia Nacional dos Povos Ciganos, celebrado em 24 de maio, a presidenta da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Luciana de Oliveira Dias, cumpriu uma agenda institucional voltada à valorização das comunidades ciganas e à ampliação da visibilidade do Maio Cigano. As atividades tiveram a intenção de contribuir para o fortalecimento do reconhecimento dos povos ciganos no Brasil, promovendo maior conhecimento sobre suas histórias, culturas e modos de vida, além do enfrentamento de preconceitos historicamente vivenciados por essas populações.

A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Mato Grosso do Sul, sediou o evento Antropologia, Violência Estatal, Encarceramento e Povos Indígenas em Mato Grosso do Sul, realizado entre os dias 28 e 29 de maio. A iniciativa foi promovida pela Diretoria da Região Centro-Oeste da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), por meio do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social; com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), por intermédio do Programa de Pós-Graduação em Antropologia, coordenado pela professora Lauriene Seraguza; e com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio do Mundéu – Laboratório de Antropologia, Etnografia e suas Variações, contando também com a colaboração do professor Diógenes Cariaga (PPGAnt/UFGD).
As entidades signatárias, comprometidas com a ciência, a democracia, o Estado de Direito e a soberania nacional, vêm a público manifestar preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos, anunciada em 28 de maio, de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas com base em sua legislação interna, com efeitos previstos a partir de 5 de junho.
A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) convida a participar da consulta pública sobre a regulamentação da profissão de antropólogos/as/es.
O prazo para apresentação das contribuições é até às 23h59min do dia 20 de junho de 2026, sábado.
A consulta tem como objetivo coletar contribuições qualificadas para a construção da minuta do projeto de lei, fortalecendo o diálogo coletivo e a representatividade da categoria.
O formulário está estruturado em dois blocos:
- O primeiro reúne perguntas destinadas à caracterização do perfil da pessoa participante;
- O segundo aborda o grau de concordância ou discordância em relação às seções da minuta do projeto de lei.
Para subsidiar a participação, recomenda-se assistir ao webinário "A regulamentação profissional dos antropólogos/as", disponível no canal TV ABA no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=GJCTS3lfAzY), a fim de proporcionar maior compreensão sobre o tema e o contexto do debate.
A participação de todas as pessoas associadas é fundamental para o aprimoramento da proposta e para o fortalecimento da profissão.
Link: https://www.abant.org.br/sip/.
Obs.: As informações de acesso são as mesmas utilizadas para acesso à sua área restrita de pessoa associada.
Contamos com sua contribuição.
10/06/2026, às 15h
Comitê Povos Tradicionais, Meio Ambiente e Grandes Projetos
TV ABA: https://www.youtube.com/tvaba
A COP 30 em Belém inscreveu-se em um campo de disputa pautado por duas narrativas antagônicas e, de certa forma, excludentes. Se de um lado o governo anfitrião celebrava a maior participação indígena da história, a demarcação de territórios e a centralidade da Amazônia no debate climático e ambiental; no outro campo os movimentos sociais denunciavam a lavagem verde (greenwashing) feita pelo Estado que, simultaneamente, em trajetória contrária à narrativa oficial, propôs, e ainda propõe e apoia megaprojetos energéticos que violam direitos em diversas esferas da sociedade, particularmente junto aos territórios de povos e comunidades tradicionais. A visibilidade conquistada pela luta e enfrentamento desses segmentos marginalizados e subordinados foi inédita e visibilizada no encontro, ganhando notório destaque mundial. No entanto, essa importância não se traduziu em poder decisório. Ao fim, o capital energético global se sobrepôs e segue se sobrepondo aos modos de vida tradicionais. O desafio para a ação política repousa na construção de pontes entre as estruturas burocráticas da governança climática e ambiental e a cosmopolítica dos povos tradicionais, que pensa clima, natureza e vida como relação e não como recurso. Sem essa interface dialógica e de intervenção, a COP em Belém corre o risco de ser lembrada não como o momento em que a Amazônia falou ao mundo, mas como o instante em que o mundo ouviu a Amazônia e, deliberadamente, escolheu não escutar. Discutir esse impasse, transcorrido mais de um semestre do evento, é urgente.
12/06/2026, às 15h
Comitê Povos Tradicionais, Meio Ambiente e Grandes Projetos
TV ABA: https://www.youtube.com/tvaba
O colonialismo climático refere-se às novas formas de exploração e controle da natureza, realizados em nome do combate às mudanças climáticas. Iniciativas como o REDD, voltadas para a conservação das florestas e comercialização de créditos de carbono, muitas vezes afetam diretamente povos e comunidades tradicionais, limitando, por exemplo, uso tradicional da terra por povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, comprometendo práticas culturais e modos de vida. Nos oceanos, iniciativas da chamada “economia azul” ampliam a presença de empresas e interesses internacionais sobre territórios costeiros, impactando comunidades pesqueiras artesanais. A instalação de parques eólicos também tem provocado conflitos territoriais, expulsões e alterações no cotidiano de populações locais, especialmente no Nordeste brasileiro. Assim, políticas proclamadas como sustentáveis acabam reproduzindo desigualdades históricas e formas contemporâneas de colonialismo. O debate sobre colonialismo climático evidencia que a crise ambiental está profundamente ligada às questões de justiça social, autonomia territorial e direitos das populações tradicionais.
24/06/2026, às 15h
Comissão Editorial de Livros Científicos da ABA
TV ABA: https://www.youtube.com/tvaba
Webnário de lançamento do livro "Políticas do sofrimento: saúde mental e subjetivações em tempos pandêmicos", obra organizada por Sônia Weidner Maluf, Ana Paula Müller de Andrade e Érica Quinaglia Silva e publicada com o Selo ABA.
Aceitamos submissões em fluxo contínuo para todas as seções, além de propostas de Fórum. A fim de promover o debate, convidamos também nossos/as leitores/as a enviarem respostas aos fóruns já publicados, assim como a textos publicados em outras seções. Mais informações no site: http://novosdebates.abant.org.br/.
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Vibrant v. 23 (2026)
O novo volume da Vibrant já está aberto! Além de artigos em fluxo contínuo, contamos, também, com a finalização do Dossiê Black Brazilian Anthropology e a publicação do Indigenous Brazilian Anthropology, ambos publicados a partir do financiamento da Wenner-Gren Foundation. Os textos originais podem ser lidos em https://www.scielo.br/j/vb/i/2026.v23/ e em nosso site (https://vibrant.org.br/vibrant-v-23-2026/) contamos também com três artigos na seção Déjà Lu.
Convidamos, também, para conhecer o v. 22 (2025), que reúne 42 textos, incluindo três dossiês (“Neoextractivismo, crisis climática y desastres: Miradas desde Argentina, Brasil y Chile”; “Black Brazilian Anthropology” e “Peritajes antropológicos: cuestiones teórico-metodológicas, éticas y de poder en América Latina”) (https://www.scielo.br/j/vb/i/2025.v22/).
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Carmen Lucia da Silva
A vida da Carmen foi de afeto e ativismo. Pessoa de rara grandeza, deixou um legado honrado. Carmen fará muita falta pela intensidade criativa e pela paixão com que vivia as amizades, a Antropologia e sua atuação política. Foi indigenista na FUNAI, atuando em Minas Gerais com os Maxacali, em Brasília e no Paraná, onde também foi pesquisadora vinculada ao Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná. Lá conheceu um dos sobreviventes do povo Xetá — considerado extinto pela FUNAI e pela academia — e procurou conhecer a história do grupo. No mestrado em Antropologia Social, realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, Carmen passou a reunir documentação e, principalmente, a conversar com os Xetá. No início eram dois sobreviventes de um brutal genocídio e eles afirmavam que, para contar as histórias, precisavam de uma terceira pessoa — a conversa só poderia acontecer entre três. Carmen promoveu esse encontro. Contava, entusiasmada, como foi assistir, diante de seus olhos, à reconstituição de um povo. De três pessoas, passaram a ser oito, número que foi se ampliando com a busca de sobreviventes dispersos por diversas terras indígenas. Narraram as histórias de suas vidas que, ao serem documentadas, lhe permitiram refutar a suposta extinção dos Xetá. Sua dissertação de mestrado, defendida em 1998 na UFSC, foi premiada pela ANPOCS. A partir desse momento, Carmen estava diante de um povo que passou a lutar por uma vida coletiva em uma Terra Indígena. Ela elaborou os relatórios de identificação da Terra Indígena ao lado dos Xetá, trabalho minucioso que refez memórias, temporalidades e espacialidades. A pesquisa realizada por Carmen contribuiu para o reconhecimento do genocídio contra os Xetá nos relatórios da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e da Comissão Estadual da Verdade do Paraná. No doutorado em Antropologia Social, concluído em 2003 na Universidade de Brasília, debruçou-se sobre o mesmo tema e aprofundou o levantamento de dados sobre a realidade do povo Xetá. Em 2006, Carmen tornou-se professora da Universidade Federal de Mato Grosso, no Departamento de Antropologia, onde seu ativismo político em defesa dos direitos humanos dos povos indígenas a levou a desbravar os caminhos das cotas indígenas — um terreno ainda árido nas universidades. Além de assegurar o ingresso de estudantes indígenas na UFMT, Carmen dedicou-se incondicionalmente à criação de políticas de permanência. Concebeu e atuou no Programa de Inclusão Indígena “Guerreiros da Caneta” (PROIND), exemplo para todas as universidades no país. Estudantes indígenas da UFMT frequentemente falam da Carmen com muito carinho e respeito. Sua inserção e protagonismo nas políticas de ações afirmativas levaram a ABA a indicá-la como sua representante na Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI) do MEC. Neste triste dia 26 de maio de 2026, chegaram muitas mensagens de agradecimento a Carmen escritas por estudantes e egressos indígenas — palavras de gratidão e reconhecimento pelo importante e sensível trabalho que realizou. Como disse João Guató, estudante do PROIND, a tristeza deste momento está marcada pela perda de uma pessoa singular, que não buscou títulos, mas abriu caminhos para que outros fizessem suas travessias, com uma enorme disposição para ensinar a Universidade a acolher. Grande amiga, das boas conversas, dos risos, das partilhas, o otimismo e a alegria foram marcas da presença de Carmen em nossas vidas – e ela já está fazendo muita falta. Foi uma honra e um privilégio ter compartilhado este mundo com Carmen. Siga em paz, querida.
Leia aqui a nota de pesar publicada pela UFMT.
Data: 02 a 04 de julho de 2026
Local: UFPel, Pelotas/RS
Informações: https://www.inctfutebol.com.br/divulgacao/i-encontro-mercosul-inct-futebol
Data: 02 a 05 de junho de 2026
Local: Uni-CV, Praia, Cabo Verde
Informações: https://www.inctfutebol.com.br/v-col%C3%B3quio-intern-cabo-verde
Data: 24 a 26 de junho de 2026
Local: Salamanca - Espanha
Informações: https://cebusal.es/congresos/congreso-ciencias-sociales/presentacion/
Revista Iluminuras, publicação Eletrônica do Banco de Imagens e Efeitos Visuais - BIEV/LAS/PPGAS/IFCH/UFRGS - v. 26 n. 71 (2025): Antropologia para além da academia: pesquisas aplicadas, metodologias criativas e desenvolvimento profissional.

Organização: Sara Morais
Ano de lançamento: 2026
ISBN: 978-65-87289-66-3
DOI: 10.48006/978-65-87289-66-3
Organização: Atilio Butturi Junior, Carmen Rial, Joana Maria Pedro, Luciana Patrícia Zucco e Miriam Pillar Grossi
Ano de lançamento: 2026
ISBN: 9788521710851
DOI: https://doi.org/10.29327/5849378
Editora: Pontes Editores
Organização: Atilio Butturi Junior, Carmen Rial, Joana Maria Pedro, Luciana Patrícia Zucco e Miriam Pillar Grossi
Ano de lançamento: 2026
ISBN: 9788521710844
DOI: https://doi.org/10.29327/5849346
Editora: Pontes Editores
Trailer da série Mundaréu en Chile
Agora o Mundaréu chegou no Chile! Toda quarta-feira no mês de junho, vamos apresentar uma pesquisadora que está fazendo ciências sociais de uma forma criativa e com uma perspectiva feminista. Modos de pesquisa que favorecem a vida, valorizam as experiências e a perseverança das mulheres no âmbito acadêmico e em seus territórios. Escute a série “Mundaréu en Chile”, o trailer já está disponível! Em junho, no site do Podcast Mundaréu ou no seu tocador favorito! Hasta entonces.
Episódio Extra da série Feminista In Vitro
Esse é um episódio extra da série Feminista In Vitro. Totalmente em inglês e é resultado de uma áudio-colagem com as três entrevistas realizadas em inglês para a série, com a professora Sarah Richardson, a doutoranda Hannah Cowdell e a professora Malin-Ah King. Você escutou trechos dessas entrevistas ao longo da série, com a tradução simultânea. Nesse episódio, você pode escutar essas entrevistas na íntegra
Dado el desarrollo disperso de la antropología visual en la Argentina, nuestros inicios en el campo junto a investigadoras e investigadores de referencia como Carmen Guarini, Marian Moya y Carlos Masotta, y nuestro trabajo actual como becarias de doctorado en el núcleo (sonoro)visual del Equipo de Antropología del Cuerpo y la Performance de la Universidad de Buenos Aires, realizamos, el 24 de junio de 2025, una conversación virtual en simultáneo con Cornelia Eckert (“Chica”), Carmen Rial, Clarice Peixoto y Sylvia Caiuby Novaes.
Estimadx colega antropólogx:
La Asociación Latinoamericana de Antropología (ALA) es una asociación sin fines de lucro que tiene por objetivo congregar a los/as antropólogos/as latinoamericanos/as y caribeños/as para promover el desarrollo de la antropología, el intercambio de ideas, el debate de problemas y la defensa de los intereses comunes. La Asociación busca posibilitar reuniones periódicas entre sus organizaciones socias, divulgar regularmente las materias de interés profesional y proponer medidas válidas en aras de consolidar la integración de las antropologías y antropólogos/as en América Latina y el Caribe.
Hoy nos hemos propuesto relevar en qué trabajan las y los antropólogxs en Latinoamerica y el Caribe para poder planificar con mayor efectividad las tareas que nos convocan. Por esta razón, si ud. es antropólogo o antropóloga y reside en algún país de Latinoamerica y el Caribe, le solicitamos complete el formulario que presentamos a continuación.
Nos comprometemos a sistematizar la información reunida y a generar una devolución de la misma. Así mismo, nos parece necesario aclarar que esta información no será transferida a organismo alguno, siendo de uso exclusivo de la ALA.
Desde ya le agradecemos enormemente su colaboración. Saludamos a Ud.
fraternalmente.
Comisión Directiva de la Asociación Latinoamericana de Antropología – ALA
Acesse aqui o formulário.
| Atenção: As ideias, opiniões e informações expostas no informativo e nas redes sociais da ABA são de responsabilidade das pessoas de sua autoria, não refletindo, necessariamente, a opinião ou posição da ABA. |
Associação Brasileira de Antropologia
No meio do caminho: deslizantes águas (2025-2026)
Presidência: Luciana de Oliveira Dias (UFG)
Vice-presidência: Henyo Trindade Barretto Filho (UnB)
Secretaria Geral: Waldemir Rosa (UNILA)
Secretaria Adjunta: Juliana de Farias Mello e Lima (UERJ)
Tesouraria Geral: Silvana de Souza Nascimento (USP)
Tesouraria Adjunta: Jacqueline Moraes Teixeira (UnB)
Diretoria:
Antônio Hilário Aguilera Urquiza (UFMS)
Flavia Medeiros Santos (UFSC)
Lucybeth Camargo de Arruda (UFOPA)
Vera Regina Rodrigues da Silva (UNILAB)
Informativo ABA
Supervisão Editorial: Flavia Medeiros Santos e Lucybeth Camargo de Arruda
Edição: Carine Lemos e Roberto Pinheiro
Diagramação: Roberto Pinheiro
Endereço físico:
Universidade de Brasília
Campus Universitário Darcy Ribeiro - Asa Norte
Prédio do ICS - Instituto de Ciências Sociais - Térreo - Sala AT-41/29
Brasília/DF - CEP: 70.910-900
Tel: +55 61 99865-8256
Para correspondência:
Caixa Postal 2442
CEP: 70.842-970
Brasília/DF



